Acabei de sair da aula de argilaterapia. Argila-terapia?
Quem diria que eu ficaria orgulhosa por fazer uma esfera de argila bem bonita?
E me veio uma lembrança logo em seguida:
No segundo ano do ensino médio, com 16/17 anos, eu fui eleita representante de classe. Muito amada por meu povo, sim! Era ótimo, íamos às reuniões, comíamos chocolates chiques e ficávamos mais próximas dos professores legais.
Naquele ano eu preparei sozinha um gráfico e apresentação mostrando que se os alunos participassem de todas as atividades obrigatórias, teriam menos de horas de ócio por dia. Minha professora preferida elogiou minha oratória, disse que eu podia trabalhar em TV. Fiquei muito orgulhosa. Depois disso, nossa carga horária de atividades obrigatórias diminuiu.
Bom... naquele mesmo ano eu comecei a vadiagem no sentido não sexual da palavra. Matava algumas aulas de educação pra ficar na grama olhando o céu, subi com a Renata no teto do teatro, o que rendeu o maior bafafá. Muitas idas à coordenação.
Eis que, numa dessas, a coordenadora me disse que eu não poderia agir daquela forma sendo representante de classe. E eu, com toda minha petulância adolescente, respondi sem titubear que podia sim, pois eu não faltava com nenhuma obrigação de representante de turma, e que meus atos só prejudicavam a mim mesma, pessoalmente. No fundo eu sabia que estava forçando a barra.
Mas hoje estou pensando é nisso. Estou em um momento de retomada da minha individualidade, prosseguindo de onde parei em 2021 quando conheci o Tom. A gente se conheceu e tudo mais ficou em stand-by. Tiramos 3 anos para viver esse romance na paradisíaca ilha da Magia, para abrir meu negócio. E agora aqui estou eu novamente me procurando dentro de mim. O bom é que estou encontrando. O Tom está passando pelo mesmo processo.
E agora eu vou me organizando para seguir no futuro cumprindo com meus deveres sem pensar que é acietável me prejudicar pessoalmente.
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