domingo, 11 de fevereiro de 2024

Não existe morte

Hoje aprendi que o medo de morrer pode vir do medo de se desvencilhar das coisas do ego. E faz sentido! Eu coloquei tanta energia egóica na imagem do meu relacionamento, na minha vida na praia, no meu negócio... que parece que se qualquer uma dessas coisas está sob ameaça de mudar ou se acabar, é a morte. Mas preciso entender profundamente que a morte do ego não é minha morte, e que já passei por isso antes.

Em janeiro de 2021, antes de me mudar para Floripa, quando me vi sem meu apartamento, sem meus empregos, sem meu relacionamento, eu chorei desesperadamente. Nada daquilo era eu, e eu sobrevivi. 

Vou tentar fazer mais meditações não guiadas, só com mantra ou flautas, frequências... para que eu consiga observar melhor meus pensamentos. Sinto que essa tontura vem de fluxos de pensamentos e sentimentos que estou bloqueando por medo. Hoje li no livro O Poder do Agora uma citação de São Paulo que diz que tudo sob o que se joga luz vira luz também. Então preciso fazer isso: iluminar esses medos e outros sentimentos, por mais que isso pareça aterrorizante. Só assim eles diminuirão e perderão importância. Só de pensar já fico meio nervosa. Mas aos poucos conseguirei. 

Amanhã fazem 2 semanas que estou tomando Ansitec para ansiedade, e eu sinto que ele ajuda. Mas também sinto que poderia ser mais eficaz. Não sei... em 10 dias tenho uma nova consulta.

Vim ficar com minha família para receber alguns cuidados, especialmente dos meus pais. Mas hoje eu senti culpa, como se estivesse que estar muito bem para cuidar da minha família. Muito dessa culpa é causada pela minha irmã. Ela tem uns jeitos muito elaborados de provocar culpa em todos, o que é uma pena. 

Por causa disso fiquei pensando que eu caio muito nas "guilt-trips" que as pessoas me jogam. Isso só pode ser porque esse sentimento já está em mim também. Mais uma coisa para mudar. É cansativo passar por esses momentos, às vezes me preocupo com a possibilidade das coisas continuarem piorando. Mas no fundo, o que levo a sério mesmo, é a fé de que em algum momento tudo estará melhor, e eu estarei mais forte. 

Quero resistir ao desejo de ficar pedindo pro Tom vir pra cá, pois precisamos de espaço. Eu acabei me tornando tão dependente, que fico me sentindo mais fraca e assustada longe dele. Então vou tirar esse mês pra resolver isso. Eu fico mais segura na presença dos meus pais. Os dois juntos. Espero tê-los assim ainda por muito tempo. 

Meu pai tem novos procedimentos de saúde. Hoje fiquei pensando em como eu estava assustada por ir morar no Rio quando ele estava doente, e a preta velha me disse que eu ainda teria meu paizinho por muitos anos. Por algum motivo eu sinto que ele vai ficar bem agora também. Espero que seja uma boa intuição. 

Hoje fiz a meditação do Caminhante do Céu do Tzolkin. Foi uma das meditações mais intensas da minha vida. Senti uma tensão na testa, como se a estivesse franzindo. Por mais que tentasse relaxar, ainda sentia forte. Então percebi que na verdade era meu terceiro olho. Quando percebi, a energia circulou melhor. Depois, a meditação me levou para o chacra coronário e os outros acima. Foi muito intensa. Isso me faz pensar que devo me entregar e confiar mais na minha intuição, pois ela está aflorando. E é com ela que estou sentindo confiança de que meu pai ficará bem. Espero que sim.

Vou deixar um trecho do livro O Poder do Agora que me impactou bastante hoje:


Quem sabe eu estou me aproximando do segredo da vida? 
Estou pensando em desativar as redes sociais por um tempo por esse motivo. Para estar mais resistente às armadilhas do ego. Para me desvencilhar dos meus elementos egóicos. Para parar de me comparar com os outros, pois não estou num momento tão bom. E também como "jejum", algo que a Adri que faz minha sobrancelha me recomendou. Uma espécie de promessa, um pacto com Deus de ficar 1 semana ou mais sem algo que eu goste e pedir por respostas. Me parece uma boa. Talvez eu já comece amanhã. 

Estava com medo de escrever, medo do que ia encontrar aqui. Mas foi bom. Não encontrei nada mirabolante. Quem sabe na próxima eu já consiga fazer uma lista dos meus medos e trazê-los à luz!



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